terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Care by life


Algumas pessoas não pensam muito nas coisas que estão ao nosso redor, muito menos em como somos responsáveis por cada coisinha que acontece por ai. Cito "coisas" para determinar não somente seres vivos mas também tudo que está ao nosso redor, pois tudo está ligado a uma teia de dependência (aulinha de biologia). Nesta busca por responsabilidades achei em meu caminho o Jakomo e depois eu e o Wesley achamos a Capitú. Cada um com sua historia de abandono e descuido por parte das pessoas que egoísticamente não conseguiram cuidar desses bichinhos, e que na verdade estavam precisadno de serem cuidados também.
O Jakomo, um shitzo, que inicialmente nem sabia o seu nome e acabei descobrindo através de um dos seus antigos donos que me contou a sua triste historia de vida. Ele foi criado por pessoas que ganham $$ dinheiro com animais. Estas pessoas colocam estes cachorros em gaiolas, onde passam a vida apenas para procriar o máximo possível, como o custo deste animais é alto, tentam gastar o mínimo possível com os cachorros de pedigri, e depois que os mesmos ficam velhos dão um jeito de soltá-los pelas ruas. Quando encontrei o Jakomo, ele estava com muitas feridas, sendo que os seus olhinhos estavam infecçionados e com bichos, seu saco estava bem inchado, o que pela veterinária o pobre levara um chute de alguém. A pessoa que estava com o Jakomo me contou que não poderia pagar pelos tratamentos dele e que iria sacrificá-lo.Não pensei duas vezes, abri a caixa onde estava o moribundo e o levei ao veterinário, lá encontrei a Doutora Andressa, que depois de escutar a história se prontificou em fazer o máximo possivel em tratá-lo e parcelar para mim o valor das medicações.Depois de muitos remédios e muito carinho o Jakomo está aí, vivinho, passando o resto de sua vida aos meus cuidados. As pessoas perguntam para mi se ele é meu cachorro, mas sempre respondo que não, que apenas cuido dele e ele está sobre a minha responsabilidade.
A Capitú, que foi outra historia, mas agora faz parte de nossas vidas e está ai. Uma sapequinha!
É isso, neste mundo não somos donos de nada, apenas zelamos por um breve tempo das coisas que existem, se você ainda não experimentou cuidar de algo sem o sentimento de posse, experimênta, você não vai arrepender.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Li e gostei


Amigos, quando pretendi escrever minha monografia, me enveredei pelos campos da sociologia e da psicologia, digamos de passagem, li vários textos e alguns livros. Entre os livros que escolhi para complementar tantos pensamentos sobre sexualidade e gênero, percebi na prateleira da biblioteca na casa de minha irmã um livro com um título um tanto anbicoso "A Construção Social da Masculinidade" de Pedro Paulo de Oliveira, tese de doutorado. Acredito que quando usei ambicioso tenha determinado o termo exato, pois o autor consegue dar conta do recado. Dividido em cinco capítulos, Oliveira expõe com total competência como a construção social da masculinidade caracterizada por sua representação no campo subjetivo e material sofreu mudanças substanciais em seu significado, refletindo nas novas buscas dos conhecimentos da humanidade perante as transformações sociais e economias. Nos cinco capítulos do livro, Oliveira nos leva a digerir de forma fantástica as construção da masculidade , preconizando por uma masculinidade divinizada, passando pelas transformações dos feudos à construção dos Estados Nacionais, a urbanização, recolocando o masculino como força de trabalho, sujeito a máquina e as demandas materiais. Ainda no livro o autor trata da masculinidade pós moderna, na crise da família, assim como a nova familia contemporanea, nos tabus e na homossexualidade.
Vale a pena lê-lo, pois e de grande ajuda para a compreensão das transformações da sociedade em um todo.

Motivo de estar aqui


Olá pessoas, não sei se alguém vai ler essa jossa, mas quem sabe da para tirar alguma coisa daqui!
Sempre passou pela minha cabeça em criar um Blog, mas faltava um pequeno detalhe, o que colocar nele. Pensei em criticar alguns textos e livros que li por ai, depois em falar de algumas pessoas que conhecia, ai veio a vontade de falar sobre meu cotidiano, resumindo, a coisa é falar de tudo isso, afinal o mal não se corta pela raiz, mas como pensa Foucault, se discuti até não dar mais vontade de falar dele.